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Ainda Moçambique…
Fevereiro 20, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário

Fotos de François Goemans (Departamento de Ajuda Humanitária da UE)
As intensas chuvas que fizeram transbordar o rio Zambeze, no centro de Moçambique, já obrigaram 120 mil pessoas a deixar deixar as suas casas. A tragédia já matou pelo menos 30 pessoas, tendo deixado vastas áreas inacessíveis por estrada. Nas três províncias mais afectadas – que coincidem precisamente com as terras mais férteis – todas as plantações foram destruídas e a cidade de Mutarara mal pode ser vista sob a água.
As previsões metereológicas dizem que as chuvas são para continuar, o que obrigará os desalojados a permanecer nos abrigos improvisados por vários meses.
Apesar dos campos de refugiados, como Chupanga, terem começado a receber ajuda e comprimidos para purificar água, há ainda muitos outros que permanecem sem assistência. As organizações humanitárias a operar no terreno temem surtos de doenças como malária, cólera e diarréias.
São os olhos o "espelho da alma"?
Fevereiro 20, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Legenda:
- (ao cimo/esq) Cientistas suecos descobriram que pessoas com olhos de tecido denso, em que as fibras ‘correm’ paralelas na íris, têm mais tendência a se revelarem afectuosas e calorosas.
- (ao cimo/dta) A equipe da Universidade de Örebro descobriu que essas características são menos prevalentes em pessoas com olhos cujas fibras estão mais separadas e o tecido é menos denso.
- (em baixo/esq) Outra característica examinada foi o aparecimento de sulcos que formam espécies de ‘ondas’ ao redor da pupila e que se concluiu estarem relacionados com a impulsividade.
- (em baixo/dta) Mats Larsson, um dos cientistas, acredita que o gene PAX6, que controla a formação da íris em embriões e está também ligado à impulsividade, pode ser a ligação entre os ‘olhos’ a ‘alma’.
O estudo estabelece a relação entre a íris dos seres humanos e o tipo de personalidade de cada um e vem mencionado neste artigo da BBC.
Espanha não quer este anúncio da Dolce & Gabbana
Fevereiro 19, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
(…) una campaña de estas características supone el refuerzo de actitudes que hoy día son un delito, atentan contra los derechos de las mujeres y denigran su imagen y en nada favorece al trabajo realizado durante muchos años para conseguir la igualdad con los hombres.
Continua AQUI
Observatorio de la Imagen del Instituto de la Mujer, organismo autónomo do ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales de Espanha
Ao Instituto da Mulher juntam-se as vozes da Federación de Consumidores en Acción (FACUA) e do partido Los Verdes. Todos exigem que a campanha seja retirada de circulação por considerarem que viola o artº 3 da Lei Geral da Publicidade que proíbe qualquer anúncio que «atente contra la dignidad de la persona o vulnere los valores o derechos reconocidos en la Constitución».
cf. artigo no El Pais
Não deixa de ser bizarra a linguagem escolhida por esta e tantas outras marcas para comunicar com um target que é maioritariamente feminino. Não menos bizarro é o culto que tantas mulheres fazem a estas mesmas marcas, diria até, a atitude de verdadeira veneração que lhes rendem.
Custa a crer que a febre consumista seja suficiente para explicar que haja quem possa pagar o que tem (senão mesmo – e em grande parte dos casos – o que não tem) por identificação com o arquétipo que aqui é proposto. Custa realmente muito a crer. Por minha parte, por mais atraente que seja a farpela e o aroma proposto pela marca, não chegam para me fazer esquecer de tudo o resto que vejo quando olho para o anúncio. E não, não vou perder-me a dissecar a imagem. Os outdoor têm, aliás, por característica sair à rua em grandes formatos, de modo a garantir que até quem é cego os veja. E acontece que eu estou profundamente convencida que ver é antes de mais interpretar. Assim sendo, que cada uma o faça. Por minha parte, o que vi suscitou-me repulsa e esse sentimento reverte inevitavelmente para a marca. Não quero conversas com uma marca que fala esta linguagem, que me fala nesta linguagem. Não tenho nada para trocar com uma marca que tem “isto” para me oferecer. Nem sequer o meu dinheiro. Não fora o caso de me ser de direito e eu diria, aliás, que pagaria o que tenho e o que não tenho pelo inverso: para nunca ser assim, para nunca me parecer ou assemelhar com o que aqui se anuncia, para que nunca nada do que aqui aparece reflectido me pudesse alguma vez ser associado.
Talvez ajude a perceber a detenção de Sarah Wykes…
Fevereiro 19, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário

Foto da BBC – Sarah Wykes
No começo de Fevereiro de 2005, a Suíça, não obstante as declarações públicas no sentido do seu engajamento e reforço das leis do país na luta contra a corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento de actividades terroristas mandou arquivar um dos maiores casos de corrupção em julgamento.
O caso resultou da investigação de uma negociata para o rescalonamento da dívida externa de Angola para com a Rússia, avaliada em 5.5 mil milhões de dólares. No processo estava arguido o empresário Pierre Falcone devido ao papel ilegalmente desempenhado por uma companhia criada por si e pelo seu associado, Arcadi Gaydamak, a Abalone Investment Limited.
Para deduzir a acusação foram determinantes as provas apresentadas pela ONG Global Witness, evidenciando o desvio ostensivo de vastos montantes das receitas petrolíferas de Angola, depositadas numa conta da Abalone, num banco de Genebra, para comprar a dívida em questão. De um total de 774 milhões de dólares pagos a essa conta, entre 1997-2000, apenas 161 milhões foram parar à conta do Ministério das Finanças da Rússia. Perto de 600 milhões foram transferidos para contas pertencentes a Falcone e Gaydamak e uma série de outras companhias obscuras. Milhões de dólares terminaram, aliás, nas contas de vários governantes angolanos, incluindo o Presidente Eduardo dos Santos.
Um banqueiro suíço testemunhou a existencia de 56 milhões de dólares numa conta offshore do Presidente Eduardo dos Santos e existiam documentos comprovativos, por parte de representantes do Banco do Luxemburgo, testemunhando que os fundos depositados na conta em referência pertenciam ao ‘Sr. José Eduardo dos Santos – Luanda, Angola’. Em Março de 2004, a Global Witness exibiu estes documentos nas páginas da sua publicação oficial, Time for Transparency.
A defesa alegou que os fundos públicos depositados nas contas bancárias privadas, em offshore, de dirigentes angolanos, eram “fundos estratégicos” guardados no exterior, em tempo de guerra.
O Procurador Público da Suíça, sob pretexto de não ter sido formalizada nenhuma queixa por parte da Federação Russa, arquivou o caso. Por outras palavras, passou por cima das evidências claras de corrupção que estavam no centro da investigação e ateve-se ao facto de, na ausência de queixa formal, haver ausência de fraude no processo. A decisão ignorou a evidência de apropriação ilícita de centenas de milhões de dólares dos fundos do Estado por contas particulares de dirigentes angolanos, lesando quer a população angolana, quer a população russa a cujopagamento de dívida a verba se destinava.
Sarah Wykes, a activista da Global Witness agora presa sob acusação de espionagem pelas autoridades angolanas, foi responsável não só pela investigação que permitiu elaborar o dossier de provas de corrupção, entregue no tribunal de Genebra, como pelo movimento internacional que solicitou a reabertura do processo arquivado.
Qualquer investigação pode confirmar facilmente o histórico que aqui relembro. Se o fizer talvez a insólita detenção de Sarah Wykes pelo governo angolano ganhe outros contornos. Porque Sarah não era apenas uma “activista”, era activa na prosecução do trabalho que desenvolvia na Global Witness e a este episódio somam-se vários outros, todos eles de denúncia de faltas de transparência graves, amplamente fundamentados por elementos de prova recolhidos no terreno. Por alguma razão estava impedida de actuar na zona da Guiné. Consideravam as instâncias internacionais não poder garantir a sua segurança uma vez que a sua integridade física se encontrava sob ameaça. Para que conste e que a sua libertação esteja para breve.
Cf. o artigo:
“Será que o retorno de dinheiro angolano espoliado na Suíça significa impunidade para os saqueadores?”
por Sarah Wykes
Outros artigos:
Angolan army ‘abuses Cabindans’ 02 Feb 05
Poverty and war in Cabinda 27 Oct 02
Cabinda: Angola’s forgotten war 18 Oct 02
Country profile: Angola 06 Nov 04
Activista dos direitos humanos detida por espionagem
Fevereiro 19, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Sarah Wykes, membro da Global Witness, organização de defesa dos direitos humanos, foi ontem detida em Angola sob a acusação de espionagem.
Sarah Wykes tem desenvolvido um trabalho internacionalmente reconhecido, na área da transparência no sector petrolífero. Encontrava-se de visita a Cabinda, zona rica em petróleo, para reunir com representantes locais da sociedade civil. Após ter sido presa, as autoridades angolanas negam-lhe água, comida e o acesso ao apoio de um advogado por ela nomeado.
A frontpage do site da ONG abre, desde a noite passada, com a exigência de libertação imediata da activista que integrava a campanha Anti-corrupção, em Angola:
Global Witness is demanding the immediate and unconditional release of their employee Dr Sarah Wykes, a highly respected international anti-corruption campaigner. Dr Wykes was arrested by armed Angolan police on the morning of Sunday 18th February in Cabinda, whilst visiting the oil rich enclave to meet with local civil society representatives.
para ler na íntegra AQUI
Pelo menos a notícia também já está a circular em Portugal:
A activista de nacionalidade britânica, Sarah Wikes, que estava em Cabinda a fazer uma investigação para a Campanha Internacional pela Transparência na Indústria Petrolífera, já tinha sido ser abordada pelas autoridades e hoje acabou por ficar detida.
Contactado pela TSF, Filomeno Vieira, da Frente para a Democracia em Cabinda, descreve os pormenores que culminaram com a detenção da activista.
«Hoje de manhã tivemos a notícia de que a Sara teria sido presa. Ontem ela já tinha sido interpelada pela polícia equanto seguia de carro, e depois foi-lhe retidado o passaporte. Hoje por volta das cinco e meia da manhã foi retida pela polícia no hotel onde estava instalada, e depois foi conduzida para a esquadra», conta Filomeno Vieira.
Sarah Wikes acabou detida pelas autoridades da província angolana sob a acusação de espionagem.
A polícia apreendeu também, a esta activista, uma máquina fotográfica, um bloco de notas e outro material informático.
via TSF
Actualização:
Os três advogados da activista britânica de direitos humanos detida domingo em Cabinda e acusada de espionagem foram impedidos hoje pelo procurador-adjunto …
A investigadora Sarah Wykes, da organização não-governamental britânica Global Witness, foi conduzida, ontem ao fim da tarde, à cadeia civil da cidade de …
Os três advogados da activista britânica de direitos humanos detida domingo (ver a nossa Manchete) em Cabinda e acusada de espionagem foram impedidos hoje …
Cabinda – A activista britânica de direitos humanos, Sarah Wikes, investigadora da Global Witness, foi presa este domingo pelas autoridades angolanas, …
Uma activista de uma organização não governamental britânica foi detida ontem em Cabinda sob a acusação de espionagem. Sarah Wikes está hoje a ser …
A investigadora Sarah Wykes, da organização não-governamental britânica Global Witness, foi levada, ontem à tarde, para a cadeia da cidade de Cabinda, …
A Global Witness, organização de defesa dos Direitos Humanos, exigiu hoje a “libertação imediata” da activista Sarah Wykes, que domingo foi detida pelas …
Já o dissemos, mas não é demais repetir que o Governo angolano continua a provar que não deixa os seus créditos por mãos alheias quando os assuntos são …
Amélia Muge na TSF
Fevereiro 19, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
O que os pastores do Tibete desconhecem
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Hoje, ao almoço, defendia eu que, apesar de tudo, existe uma diferença entre o desconhecimento e a ignorância. Vou poupar-vos, Pessoas, das nebulosas e dos meandros por onde se atravessa essa minha convicção e a consequente tentativa de a explicitar. Como disse, foi uma conversa na hora do almoço. A hora do almoço já lá vai e acontece que nenhum de vocês fazia parte da mesa, pelo que não cairei na fastidiosa tentativa de reproduzir os labirintos da conversa que me conduziram à distinção. Conversas são únicas e impossíveis de reproduzir, no tanto que uma palavra,u ma anuência ou até mesmo um franzir de sobrolho mais discordante têm, no rumo que o acto de pensar toma e segue.
Seja como for, sublinho a convicção de que algo distingue desconhecimento e ignorância.
Encurtando as coisas, entendo que o desconhecimento coloca a pessoa ainda fora do domínio do saber de algo. Como se de uma ante-câmara se tratasse. Por algum motivo, condicionante ou circunstância, a pessoa ainda não transpôs o limiar que a poderá fazer adentrar no domínio do conhecimento em falta. A ignorância, por outro lado, é como que uma queda de um território já trilhado, ou cuja possibilidade de aceder era viável e possível, não fora o facto de, diante dela, a opção tomada ser a de pura e simplesmente a ignorar. Aceito sim, o nexo próximo que a minha distinção estabelece com conceitos como o de “responsabilidade”, por exemplo, bem como algumas outras implicações que dele decorrem necessariamente. Nesta minha linha de convicção resulta, por exemplo, a ilação de que é menos responsável aquele que desconhece do que aquele que ignora. Não apenas aceito, como reitero. É menos responsável, sim, e como tal, menos passível de ser responsabilizado também, sob o primado de que não se pode pedir aalguém que conheça o que ainda não lhe foi dado a conhecer. O mesmo não se pode dizer daquele que ignora, pela razão óbvia de que só é passível de ser ignorado aquilo que, de uma forma ou de outra, se conhece a existência. Dito de outro modo, só é possível ignorar algo de que já se tem ou teve conhecimento prévio. Ignorar é tomar deliberadamente por inexistente algo cuja existência se tem por adquirido. Caso contrário, o acto de ignorar perde condição de possibilidade pois nunca resultará de uma deliberação, escolha ou vontade, uma vez que a opção nem sequer existe. Aliás, o objecto a ignorar nem tão pouco existe para o sujeito, sendo que ninguém se posiciona, seja de que modo for, diante do inexistente.
Vem isto a propósito do artigo publicado na última 6ªfeira pelo Telegraph, sobre os efeitos do Aquecimento Global na região do Tibete.
Existem duas formas de olhar para a matéria. A primeira é seguir linearmente o que as páginas do jornal deixam exposto, publicando uma foto de dois pastores tibetanos pulando satisfeitos, sob um título onde se lê: «Tibetan shepherds welcome climate change». Nesta leitura, resulta a conclusão de que os tibetanos são egoistas, irresponsáveis ou indiferentes para uma questão cuja gravidade, aliás, o artigo deixa bem claro, avançando previsões científicas como por exemplo a de que essa região glaciar desaparecerá antes do final do século.
A outra forma de olhar para a matéria é tentando perceber o que ela não diz, nem mostra, procurando assim comprender a razão de ser que está por detrás daquilo que efectivamente fica dito, ou se se preferir, escrito.
Não se podendo esperar da maioria dos leitores do Telegraph, ingleses, portugueses, europeus, americanos que seja, que consigam sequer imaginar a vida nos planaltos montanhosos do Tibete, talvez tivesse sido mais leal para com os pastores que aceitaram conversar com o jornal, enquadrar o seu testemunho. Creio que nem os que de nós, no auge do sua mais bem sucededida capacidade de abstração, poderão aproximar-se do que possa ser a dureza de um quotidiano numa região sujeita ás agruras que a altitude impõem ao clima. Uma manhã mais amena, uma tarde mais soalheira, uma noite mais morna, terão para os habitantes da região um efeito prazenteiro que excede em muito a nossa própria satisfação diante de Invernos menos chuvosos e menos frios, para nós que , ainda assim, temos aquecimento nas casas e no emprego, carros ou transportes públicos para ir trabalhar, muitas vezes garagem no prédio onde moramos e no edifício onde trabalhamos, não precisando de colocar o nariz na rua se assim o preferirmos – isto só para dar um pequeno exemplo.
Talvez assim se entenda de outra forma porque razão os pastores do Tibete acreditam que «things are getting better and better». E quando o Telegraph ironiza que para eles o aquecimento do clima «can only be good news», conviria que explicasse antes (e não após), que o que aquele pastor sabe realmente é que este ano só perdeu uma ovelha, contra os muitos que por regra não sobreviviam para o ano seguinte.
Conviria também dissecar com maior profundidade a afirmação mais perturbadora e decisiva, que em meu entender é feita no artigo. Pertence, não ao jornal e ao jornalista, não ao autorizadíssimo cientista citado, mas a um dos pastores de ovelhas entrevistados, quando diz: «I have heard of global warming, though I don’t really understand what it means.»
É de capital importância este testemunho, entre a humildade do reconhecimento e a perplexidade expressa. Não é que os pastores do Tibete ignorem o Aquecimento Global, mas eles desconhecem em absoluto o que possa ser e o que representa.
Em bom rigor, onde está a novidade? Em alguém que não tem conhecimento dizer a única coisa honesta que pode dizer, que desconhece? Onde estáa ironia? No facto dos pastores tibetanos se alegrarem com um clima menos agreste ou no facto de nos queixarmos de um clima mais agreste, na parte que nos toca, e pouco ou nada fazermos para alterar o estado das coisas? Basta lembrar quantos e que países continuam a negar-se ao Protocolo de Kyoto e nem vale a pena ir muito mais longe. Em última análise, fico eu a perguntar-me, como é possível que os habitantes de regiões glaciares, como os pastores tibetanos do artigo, continuem no absoluto desconhecimento da realidade dos factos que conhecemos, nós, cidadãos avisados, alerta e orgulhosamente informados, que habitamos a outra face do mundo. É igualmente dito na matéria que as Nações Unidas monotorizam a região desde 1960. Sabemos todos, em boa verdade, que uma ampla equipa de cientistas desenvolve trabalhos de pesquisa e investigação no terreno e que sópor isso sabemos todos hoje o que sabemos. Todos, menos os pastores tibetanos, porventura os primeiros a quem seria justo e leal dar conhecimento das descobertas e conclusões.
Não se compreende que o trabalho de informação e formação da população seja feito a nível mundial e não se tenha nunca lembrado de chegar aos tibetanos. Simplesmente,não se compreende. E não se aceita. Enquanto assim for, temo que nenhum efeito positivo dele resulte, mesmo sabendo que não são obviamente os pastores tibetanos os grandes poluidores. Como deixei dito acima, é bem menos responsável quem desconhece do que quem ignora. Ain
da assim, têm os tibetanos o direito de conhecer o mesmo que nós e de modo a também eles alinharem uma estratégia de actuação consonante.
Os pastores e os monges tibetanos foram os guardiões históricos do Tibete, da mesma forma que os povos indígenas o foram na Amazónia. Acontece que a gestão ruinosa que outros piores guardiões fizeram dos restantes pedaços de Planeta que tinham a seu cargo, acabou interferindo, prejudicando e afectando os paraísos que índios e tibetanos conseguiram fazer chegar aos nossos dias. Não é aceitável uma conduta paternalista que os exclua do muito que agora urge fazer. E não é admissível que os piores guardiões tenham agora a pretensão de se arrogar mais capazes, sob o argumento das facilidades científicas e tecnológicas de que dispõem. Não sendo aceitável, nem admissível é, acima de tudo intolerável que chamem a si o monopólio de tudo quanto já se sabe, deixando todos os outros fora desse saber, privando os que mais imediatamente sentirão o efeito destrutivo do impacto ambiental excluídos da esfera do conhecimento. Porque, em última instância, mais do que menos responsáveis, o facto de serem relegados para o desconhecimento deixa-os a todos mais indefesos, mais impotentes, mais condenados.
O que têm estes artigos em comum?
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Sobre aquilo que passarei a designar aqui no blog por “Efeito Net”, sugiro à leitura:
Folheando as revistas internacionais, entre ontem e hoje
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Este fim-de-semana, a propósito da Globalização e do Aquecimento Global, estes artigos chamaram-me a atenção:
- How Globalization Went Bad From terrorism to global warming, the evils of globalization are more dangerous than ever before. What went wrong? The world became dependent on a single superpower. Only by correcting this imbalance can the world become a safer place. By Steven Weber, Naazneen Barma, Matthew Kroenig, Ely Ratner
- The 2006 Globalization Index It’s a small world, and globalization is making it smaller, even in the face of conflict and chaos. For the sixth year, FP in collaboration with A.T. Kearney, sorts out globalization’s winners and losers. Find out which countries come out on top and which ones are falling behind.
By FOREIGN POLICY & A.T. Kearney - Global Warming: How Cap-and-Trade Could Replace Foreign Aid Developing countries could earn tens of billions of dollars from pollution credits thanks to climate change—and make foreign aid a thing of the past in the process.
By Alex Evans
E a propósito do fenómeno YouTube, que não sai nem do top dos mouse-clicks dos utilizadores, nem da ordem do dia das reflexões e problematizações cibernaúticas:
- The YouTube Effect How a technology for teenagers became a force for political and economic change.
By Moisés Naím - The List: The Next YouTube
Social networking software—the people-powered technology that drove YouTube to a $1.65 billion sale to Google and catapulted MySpace to #1 online—is all the rage in Silicon Valley and on Wall Street. In this week’s List, FP takes a look at the technologies, services, and ideas to watch in the months and years ahead.
"Fidel si, Fidel no" – Ramonet vs. Montaner
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
A partir da doença de Fidel, a edição de fevereiro/março da revista Foreign Policy promoveu um debate entre Ignacio Ramonet – editor do Le Monde Diplomatique e autor do mais importante livro sobre Fidel, com 100 horas de entrevistas com o lider cubano, “Biografia a duas vozes” (Boitempo Editorial) – e Carlos Alberto Montaner – jornalista anticastrista de Miami, incluído na lista de jornalistas pagos pelo governo dos EUA, que costuma ser publicado pelo jornal Estado de São Paulo. Foi colocada a questão: O que Fidel fez por Cuba? A cada artigo de Montaner vinha a réplica de Ramonet, em um total de 4 cartas de cada um. Transcrevo trechos da correspondência.
Com a devida vénia ao Blog do Emir, que transcreve excertos dessa correspondência.
Para ler na íntegra AQUI.
Os assuntos que o Carnaval traz para a ribalta
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
No Brasil, o Carnaval também é (sim!) um espaço de oportunidades e manifestações várias, capaz de fazer sair à rua grandes temas, lutas e questões, tantas vezes afastadas das avenidas da visibilidade e da ribalta da discussão.
Deixo apenas um punhado de exemplos. Para incluir no raciocínio, sempre que o tema for a vanidade do Carnaval por Terras de Vera Cruz. Pense nisso, pelo menos.
SÁBADO – 17 DE FEVEREIRO
01:05 – São Paulo
Tom Maior leva luta dos trabalhadores para Sambódromo
02:55 – São Paulo
Enredo da Académicos do Tucuruvi aborda energias limpas
03:50 – São Paulo
Unidos de Vila Maria desfila questão ambiental de Cubatão
16:00 – Campinas (SP)
Bloco desfila culturas e tradições populares
16:00 – Soure (PA)
Bloco de ONG faz sensibilização ambiental
18:00 – Curitiba
Grupo gay comanda bloco carnavalesco pela diversidade
DOMINGO – 18 DE FEVEREIRO
22h05 – Rio de Janeiro Império Serrano canta respeito às diferenças
O enredo de escola de samba Império Serrano aborda o respeito às diferenças e a valorização da diversidade humana.
18h00 – Olinda (PE) Pólos de Cultura apresentam-se no Carnaval
Um dos maiores carnavais do país tem espaço especialmente dedicado às apresentações populares dos Pontos de Cultura. Destaque para o grupo Maracatu Leão Coroado, que se apresenta neste domingo.
20h00 – São Paulo Uzyna Uzona reapresenta sexta parte de “Os Sertões”
A Cia. Uzyna Uzona encena a parte “A luta II” do espectáculo “Os Sertões”, baseado no clássico de Euclides da Cunha. Em breve a companhia de Zé Celso inicia a gravação do DVD da peça.
LOCAL: Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520, Bela Vista
SAIBA MAIS: tel:(11) 3106.2818, 3523.6568 – email: cleide.PUBLICOM@petrobras.com.br – site: http://www.teatroficina.com.br
22h00 – Campinas (SP) Bloco desfila culturas e tradições populares
O “Bloco do Urucungos, Puítas e Quijengues”, do grupo de teatro e cultura popular homónimo, sai em desfile pelo bairro.
LOCAL: avenida Jose Magalhães Teixeira
SAIBA MAIS: tel:19-3241-7489
SEGUNDA-FEIRA – 19 DE FEVEREIRO
01h20 – Rio de Janeiro Mocidade leva artesanato brasileiro para a Sapucaí
A escola Mocidade Independente de Padre Miguel, conhecida pelos seus desfiles que exploravam a tecnologia hi-tech na década de 90, volta-se para o artesanato brasileiro como enredo para este carnaval.
LOCAL: Marquês de Sapucaí
17h00 – Campinas (SP) Bloco desfila culturas e tradições populares
O “Bloco do Urucungos, Puítas e Quijengues”, do grupo de teatro e cultura popular homónimo, sai em desfile e participa com uma ala no bloco do Cupinzeiro.
LOCAL: Barão Geraldo
SAIBA MAIS: tel:19-3241-7489
18h00 – Olinda (PE) Pólos de Cultura se apresentam no Carnaval
Um dos maiores carnavais do país tem espaço especialmente dedicado às apresentações populares dos Pontos de Cultura. Destaque para os grupos Ciranda de Acalanto e Maracatu Estrela de Ouro, que se apresentam nesta segunda.
LOCAL:
SAIBA MAIS: tel:(61) 3901-3899
21h00 – Rio de Janeiro Porto da Pedra aborda preconceito racial e África do Sul
O enredo “Preto e branco a cores”, tema da Porto da Pedra, conta a história da África do Sul e denuncia o preconceito racial.
LOCAL: Marquês de Sapucaí
SAIBA MAIS: tel:(21) 3707-1518
23h10 – Rio de Janeiro Salgueiro exalta deusas africanas que simbolizam luta negra
África é o assunto da Salgueiro no carnaval carioca, com o tema “Candaces”, as dinastias das rainhas africanas que atravessaram os mares, perpetuando a luta pela liberdade da vida negra.
LOCAL:
SAIBA MAIS: tel:(21) 2288-3065
SoapBox vs.YouTube
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
O SoapBox, a resposta da Microsoft ao campeão de visitas YouTube, está oficionalmente disponível para todos os utilizadores.
Agora já não é necessário receber convite para aceder. Para enviar vídeos, fazer comentários ou criar uma lista de favoritos, basta ter ou criar uma conta no site MSN.
Sobre funcionalidades, vantagens e limitações do novo serviço, é favor procurarem informação em blogs mais antenados em web. Sugiro este blog amigo, por exemplo, que já em Setembro do ano passado estava por dentro de tudo.
O estado do mar: hoje
Fevereiro 18, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Recebo a foto com uma nota que diz: «O estado do mar, hoje, no litoral de Espanha». Caro Jaro, creio que, na verdade, não difere muito do estado do mar aqui, nesta outra metade da Ibéria. Talvez nem se distinga tanto assim do estado de espírito dos peninsulares. Pelo menos do meu.
Frase do Dia:
Fevereiro 15, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
Le soleil ne se lève que pour celui qui va à sa rencontre.
Henri Le Saux
Cena Final – Francesca Johnson e Robert Kincaid
Fevereiro 14, 2007 in Minha Metade Tupinambá | Deixe um comentário
For a moment, I didn’t know where I was. And for a split second, the thought crossed my mind that he really didn’t want me — that I was easy to walk away.
FRANCESCA JOHNSON (Meryl Streep) – voz off
do script original do filme “As Pontes de Madison County“
p. s. – Este post deve ser entendido apenas e só naquilo que contém. Poupem-no (/me) a quaisquer outras considerações e desconsiderações que embrulhem à mistura o Dia de S. Valentim. Por favor, Pessoas!

















