
ainda há estradas. ainda há destinos. ainda há viagens. ainda há palavras. algures a sul.
Ass: San
(publicado a 23.Abril.2008)
Segura de que entenderá, se eu disser que hoje – particularmente na particularidade de “hoje” – não poderia vir mais a propósito, esse tropeço casual que me faz descobrir só agora (tão adiante no tempo!) as palavras e fotos de San. E o mais incrível – aquilo que ainda é mais inacreditavelmente incrível – é eu reparar, quase por acaso, no seguinte detalhe: “ “
Eh, na verdade não há coincidências. Nada é por acaso, não é mesmo?! Tudo parece estar desde sempre ligado por invisíveis fios de nylon, mesmo quando a relação parece absurda, improvável ou disparatada. Mesmo quando parece “não ter nada a ver”. O facto é que afinal até tem. Tem “TUDO a ver”. O problema é que aos nossos olhos esse imbricado nem sempre é percepcionável de imediato. Às vezes é necessário que suceda como agora: que passem semanas, quem sabe mesmo um ou outro mês, até que se chegue à hora do tropeço em atraso e possamos ficar frente a frente com a evidência de que tudo era já sabido, afinal. Tudo estava já para se revelar como aquilo que era para ser, porque simplesmente tinha de ser.
Confuso? Demasiado cifrado? Não, pois não?! Tenho a certeza que você entende perfeitamente o que estou dizendo.
Não é maravilhoso?! E agora me diga: em boa verdade, como é que a gente há-de lamentar seja lá o que for?! Como??… Impossível! Só temos mesmo que agradecer que nenhum desvio se tenha chegado a interpor, que nada tentado tenha, afinal, conseguido ser maior e mais forte do que aquilo que havia para ser.
E é por isso, só por isso, que – ainda que em atraso – dou de tropeço na foto e nas palavras de San, justamente no dia em que você enfim me chega com ‘Strada’, e concluo que ela tem toda, mas toda a razão: «ainda há», sim. Sem sombra de dúvida. Estradas. Destinos. Viagens. Palavras. A Sul, bem entendido. Sempre a Sul. Aí.








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