Seu Povo, Sua Terra, Seu Chão lhe esperam. Viajamos Quarta-feira. O barco larga no final da tarde. Vem logo!

Ass: colectivo de AM
(recebido a 21 de Junho de 2008)

Na confusão dos números e das trocas de celulares que estão na ordem do dia em Manaus, não sei mais de quem partiu o chamado. Sei que vem de alguém da minha tribo, que é o que importa. E isso é bom, é muito bom: saber que só pode ter partido da minha gente e que foi enviado no plural. Venha de onde vier, vem em nome do colectivo. Falando em colectivo, sou inevitavelmente levada a estabelecer a comparação entre o ‘colectivo’ que me prende por cá e o ‘colectivo’ que me anseia ter por lá.
Se a Nneka estivesse aqui, agora, por certo que o paradoxo lhe destravaria de imediato um rol de interrogações. Posso quase ouvi-la, naquele seu jeito de pensar alto: porque e que a gente tem que estar onde não nos querem e não pode estar onde é bem vindo? Porque é que você acha que será? Porquê isso? Porquê? Porquê???… :D

Eh, a Nneka pode não saber, mas a vocação filosófica visitou-a muito antes da musical.