
Eu hoje acordei assim, mansa e derretida. Rendida e conquistada. Desarmada, deslumbrada e em paz. Com o mundo a caber exacto e sem fricção no côncavo do meu colo. Com o mundo todo certo e sem arestas, aconchegado contra o peito.
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Desconfio cada vez mais dos que não se comovem. Alguma coisa muito grave deve ter-lhes acontecido algures, que lhes levou embora a metade que interessa do coração. E como, sem o coração inteiro, nada do que há para sentir se pode sentir senão pela metade, não é de espantar que não consigam comover-se como nós, que ainda conservamos o primitivo ‘músculo pulsante’ intacto. Pudera!… falta-lhes a única metade importante do coração.
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Serve igualmente a especialíssima ocasião para fazer saber a cada um de vocês, meus amigos, que o facto de terem feito questão de, de uma forma ou de outra, assinalar o dia e não permitirem que passasse em branco, ficou gravado a terno oiro no lugar onde vos tenho como relíquia rara.
Obrigada, muito e muito obrigada.
* Foto de A. Banavita








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