
Daqui a pouco, assim que terminar um merecidíssimo café sem grandes pressas e vencer a preguiça de fazer as malas e arrumar as coisas, estarei novamente ganhando a estrada. Incontáveis as viagens, nos últimos dois meses e, pelo menos, nos dois próximos que se seguem. Não é uma queixa, que andar solta por aí é a melhor benção da vida que eu escolhi. Também não é um aviso, que os viajantes têm por hábito sinalizar presenças, mas não o costume de rastrear rumos. Portanto, aos que estarão me aguardando por lá: estou chegando já, já! Me aguardem, por favor. Aos que ficam onde os sei: darei notícias sempre que puder. Àqueles que nunca sei muito ao certo por onde param ou se movem, que se mantenham vivos e aproveitem a estrada para ser pelo menos tão felizes quanto eu. Quem sabe a gente se encontra algum outro dia em algum outro lugar. Ou não. Que o melhor de andar solto na estrada é nunca saber, em verdade, onde ela vai nos levar: se para mais perto, se para mais longe de onde vamos.
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Agora para Você: partidas coincidentes sempre são um bom presságio, mesmo você ganhando o aeroporto e de regresso ao Brasil: “E o pior é saber que a gente ainda vai se encontrar“, não é assim?! :) E para Você também, que segue o rumo oposto ao do ano anterior, por essa época, e se prepara para um palco onde, dessa vez, não poderei estar a dividir gémeas penumbras: há, sim, pessoas que se pressentem e, no final, as histórias pressentidas resultam tão ou mais reais que as histórias sentidas, acredite. E ainda para Você (claro, sempre!), que aproveita cada aberta no mato para correr a erguer a ‘casa grande’: siga, sim, plantando essa horta especialíssima dentro das canoas de madeira que repousam no jardim, que tá chegando a hora da janta e a fome é caprichosa: precisos se farão, portanto, todos os temperos exóticos que lhe conseguirem engendrar suas feiticeiras mãos dadivosas.








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